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Os Intraterrestres de Stelta - Missão Submarina Extraterrestre - 11

22/03/1999

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6ª Viagem - 20 de Agosto de 1984

Aproximadamente às 21 h. iniciamos os exercícios de desdobramento.

Levantei-me como sempre e dirigi-me à porta da sala. De lá, olhei para todos à mesa, inclusive me vendo sentado à cabeceira.

É bom registrar que antes de iniciar este trabalho final já havia pressentido estar sendo esperado por dois seres, um casal.

Antecipadamente, já estava ansioso pela viagem, tendo em vista a curiosidade que me despertara a respeito da vida diária destes seres, cuja tarefa propúnhamos divulgar. Antevia o aspecto da mulher. Sabia que em sua cabeça havia dois filamentos de luz que saiam do alto das têmporas, descreviam uma curva suave para baixo, voltavam à mesma altura, aproximavam-se atrás da cabeça, para descerem e se juntarem na base do crânio.

Assim realmente era ela, rapidamente notei. Não havia grande diferença entre suas feições e as dele, que eu já conhecia. No entanto não tive tempo de apreciá-la mais detidamente, pois logo minhas mãos foram tomadas de forma enérgica, senti-me como sendo assaltado e a seguir já estava na calçada do local onde nos reuníamos, pronto para sair. Foi quando notei que algo não corria bem. Pensei um pouco e transmiti idéias às criaturas, algo como "porque tanta pressa" e "quero ver melhor quem são vocês". Olhei o rosto do meu amigo ERSAM. Havia algo que não me inspirava confiança. Seus olhos eram fugidíos, como se alguém usasse uma máscara bem feita. Hoje, quando relembro, sinto que se tivesse tido tempo de olhar mais um pouco, saberia que era outra pessoa disfarçada. Naquele momento senti-me fortemente atraído para olhar a mulher e percebi em seus olhos um brilho de perversidade apenas por instante porque então ela gargalhou, levantou o braço e cobriu-me com algo como uma asa, uma membrana translúcida, apesar de grossa, de cores mistas, que lhe ligava o braço ao corpo. Senti-me então levado a voar junto dos seres à grande altura. Sobrevoávamos o mar e continuávamos a voar. Novamente desconfiei.

Não enxergava bem nessa ocasião. Era como se fosse levado a local que não quisessem que eu soubesse o caminho. Então senti que estava em um lugar próximo a uma grande escada fortemente inclinada, sem proteção. Não havia casas por perto. Via a mulher subindo a escada sozinha. Ela estava de branco e levava uma bandeja com algo como frutas. Parecia incoerência... Queria voltar, sentia-me só, enganado e abandonado pelo meu amigo. De repente percebi-me no alto, no final da escadaria. Lembro-me de que não queria ver o que iria acontecer. Estava sentado num pequeno banco. Coloquei a cabeça entre as mãos e fiquei a pensar, querendo principalmente voltar. Tinha a sensação de que algo como o meu corpo que deixei para trás fosse rocado pelo espírito pronto para voltar, mas havia alguma coisa que me dava ao mesmo tempo força para querer continuar, ir até o fim. Então, abriu-se em minha mente um imenso quadro. Não sei se era uma vidência dentro da viagem astral, ou se estava em realidade no local presenciando o que acontecia. Também não saberia precisar se o tempo era presente, passado ou futuro. Hoje estou propenso a acreditar que era passado.

Um bando de homens-peixe (???) seguiam um navio, havia tempo. Era dia. O sol deixava sua luz atravessar a água, dando uma cor irreal amarelo-esverdeada aqueles homens que rodeavam seguindo o pequeno navio. Instantes depois, não sei como, senti que aqueles homens faziam algo como uma corrente mental e pude ver que paralisavam aos poucos a embarcação. Não vi, mas sabia que no interior da nave as pessoas buscavam o defeito, surpresos. Novamente vi que os seguidores então aumentavam o poder de concentração e uma força que identifiquei como destruidora e nefasta vibrava de forma estranha e agigantando-se foi afetando toda a matéria existente dentro do círculo fechado. O navio foi se tornando cinzento como se tragado por uma bruma, como uma projeção se desvanecendo com a chegada da luz. Senti que os tripulantes do navio sofriam uma morte diferente, atroz na novidade que ela apresentava. Não pude ver o rosto desses irmãos. Foi-me permitido ouvir gritos apavorantes que me fizeram imaginar a dimensão do sofrimento causado por aquele tipo de morte, algo como se fosse possível virar uma pessoa pelo avesso, mantendo-a ainda viva. Imaginei que eles ficariam como mortos-vivos em outra dimensão.

Voltei angustiado, triste, um pouco deecepcionado por não ter encontrado meu amigo ERSAM. Mentalmente perguntava o porquê de ter sido enganado por aqueles seres disfarçados, porque havia permitido tal coisa, e por fim perguntei onde ele havia estado quando quase havia sido seqüestrado. Senti então emanações de segurança e amizade. ERSAM bem próximo de mim, disse-me que havia estado junto o tempo todo. Senti forte emoção, porém surpreso vi-o retornar à Armat, deixando-me plantado em interrogações.




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