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Os Intraterrestres de Stelta - Missão Submarina Extraterrestre - 15

18/04/1999

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10ª Viagem - 10 de Setembro de 1984

ERSAM chegou. Só pude vê-lo com muita dificuldade. Lembro-me de que fazia um grande esforço para conseguir enxergá-lo e, mesmo assim, o que via era uma imagem fraca, quase transparente.

Saímos em direção ao mar. Não mergulhamos imediatamente. Observávamos grandes redemoinhos de água negra, densa e ligeira na superfície do mar. Não sei se a água era negra por estar noite, ou se simbolizava a poluição exagerada pelos detritos que lançamos ao mar.

Nessa viagem não sei exatamente porque só percorríamos pontos do mar transtornados por forças e correntezas assustadoras. Nada mais posso escrever, porque apesar da viagem ter sido longa, todo o tempo foi gasto observando fenômenos que inquietavam e sacudiam o mar. Nesse instante me veio à mente que o que vi se refere ao que acontecerá nos dias que antecederem à invasão dos continentes pelo mar. Acredito também que me foi mostrado como o mar estaria descontrolado, abalado e imprestável até mesmo para navegação, caso não fosse o trabalho dos irmãos de Armat, recompondo-o e limpando-o a cada vez que dele abusamos.

Esclarecimentos Finais

ERSAM está vivo.

O trabalho faz parte de uma missão de socorro, iniciada há 50 anos atrás. ERSAM e seus irmãos são voluntários. Foi-me esclarecido que todo o equipamento deixado no fundo dos mares tem capacidade de funcionar por mais vinte anos, tempo suficiente para que se defina o futuro da Terra.

Voltarão em naves espaciais para o seu planeta de origem. Foi me dito ainda que o corpo aparentando forma e cores marinhas era usado para melhor conviver com a fauna dos mares.

Estavam indo embora. Alguns já haviam partido. Nesse instante, vi naves saindo da água. Eram como pratos muito finos, de metal prateado, coisa bem comum.

Soube também que ficaria mais difícil a partir daquele momento estabelecer novas comunicações, o que não siginificava a impossibilidade total de novos contatos futuramente.

Olhando para ERSAM, tentava avaliar o sacrifício daquele povo. Voluntários, desafiando a vida em planeta estranho, não levavam absolutamente nada de nosso. Não receberam louros nem aplausos, nem Prêmio Nobel por terem salvo a vida no Planeta Terra, quando reintegraram átomos e transformaram lixo atômico e radiação, impedindo que as águas do mar se tornassem veículos da morte, salvando a fauna e a flora marinhas.

À minha frente, ERSAM já não tinha barbatanas nem escamas coloridas. Mais alto que nós, pele clara, aparência humana dos terráqueos, traços de fisionomia perfeitos, apenas o filamento de luz permanecia no alto da cabeça, como da primeira vez que o vi.

Após algumas reflexões, perguntei-lhe como poderíamos agradecer ou retribuir tão grande trabalho. Disse-me apenas que o que fizeram nós também um dia o faríamos por outros povos, impulsionados pelo amor que aos poucos desenvolvemos através das experiências infinitas vividas ao longo das sucessivas jornadas no plano físico.

AMAR foi o último verbo que ele conjugou.

Que amor é esse que desconheço, que faz as pessoas saírem de suas casas, deixarem suas conquistas, para ajudar povos atrasados a não se destruírem, correndo o risco de serem elas próprias aniquiladas, e acabada a tarefa, saírem assim como se nunca houvessem existido?

Essa interrogação, guardo-a para momentos de reflexão certo de que o tempo me dará a resposta, se não aqui, em algum ponto da eternidade.

Urge aguardar.

O médium que viajou com Ersam




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