Indústria
Visitamos uma de suas indústrias. Fomos ver como são fabricados os seus "discos voadores".
Em um hangar bastante espaçoso, vi vários deles sendo fabricados em série por robôs. Em sua linha de montagem tanto produzem os discos coletivos como os de passeio.
Deram-me também explicação de que aquelas luzes que vemos nas suas variadas gamas de cores eram provenientes da combustão do contato com o ar atmosférico.
Nessa ocasião recebi o aviso de que não deveríamos nos aproximar, aqui na superfície, de uma nave espacial, pois poderíamos correr o risco de sair com graves queimaduras, devido à radioatividade existente em torno do aparelho, só nos aproximando quando fôssemos convidados a fazê-lo, sem receio de contaminação. Subentende-se, nesse caso, que a área em torno do aparelho está limpa.*
O sistema de propulsão das naves é feito por geradores de forças que queimam o ar produzindo a combustão que lança a nave à alta velocidade e em todos os sentidos.
A força gravitacional em Stelta foi dominada através de processos científicos que nós da crosta viremos a descobrí-lo também. É um processo, diz o Mentor, que depois de dominado passará a ser muito simples para nós inclusive em nossos vôos espaciais, em que não precisaremos de tanto combustível para os lançamentos das nossas naves.
Em seguida, respondeu a seguinte pergunta feita por companheiro do Grupo:
- Já temos condições de desenvolver naves semelhantes, no estágio atual de conhecimentos terrestres a partir da energia atômica?
- Como disse anteriormente, as naves poderão ser feitas e serão, porém a partir do domínio da gravidade e não precisarão mais da energia atômica que em muitos casos é prejudicial ao mundo, embora atualmente venha prestando muitos serviços.
- Vai ser por meio de um sistema bem mais simples que vocês dominarão a energia.
- Este estágio, o atômico, vocês o ultrapassarão em breve.
* Neste dia Rarafath me disse já haver por duas vezes aparecido para mim em seus discos voadores. Agora, caros leitores, aproveito o ensejo para contar-lhes o avistamento que tives, realmente, por duas vezes:
- 1ª aparição:
Lá pelos idos de 1960, estando a passar o verão com minha família na praia de Nova Almeida (ES), para ser mais exata, do lado de Joaripe, que naquele tempo era uma praia primitiva, contando com pouquíssimas casas, sem luz elétrica, ou qualquer outra infra-estrutura, a não ser os traçados das ruas, fora isso era toda cheia de capoeiras. Nossa casa ficava como já disse, isolada pelos lados e atrás, pela frente morava uma família de Maratimba.
Olhando-se pela janela via-se somente escuridão e o céu se destacava mais ainda com suas noites enluaradas e estreladas. Certa noite, depois da casa toda fechada, estávamos na cozinha, onde era iluminada por um lampião, cheguei à janela para fechá-la, foi quando fiquei estática olhando para fora e vendo um enorme objeto que resplandecia de luzes de variadas cores, e aquilo vinha se aproximando em direção à nossa casa.
Poderiam dizer ser reflexo de algum tipo de luz, mas como já disse, não tínhamos iluminação pública e nesta noite o céu não estava tão claro, nem estrelado, para haver qualquer tipo de ilusão de ótica. Saindo do meu torpor, trêmula de medo, fechei a janela e contei para minha família o que havia se passado. Todos queriam ver, mas eu na minha prudência e medo não deixei. Só bem mais tarde quando tomamos coragem e nos propusemos a olhar, já não havia nada, somente o ambiente por nós tão conhecido, do objeto, que vinha se aproximando lentamente como se fosse pousar, este não se via mais.
- 2ª aparição:
Uma madrugada de verão muito quente, no ano de 1969, o ar sem brisa nenhuma, dormíamos com a janela aberta eu e minhas irmãs. Lá pelas tantas, acordei, coisa que me acontece muito raramente e, olhando pela janela o céu, vi um objeto que se movimentava a uma velocidade espantosa: subia e descia, fazia círculos, desaparecia, para em seguida reaparecer novamente nos mesmos movimentos e era todo iluminado com suas luzes de vários matizes. Fiquei observando durante algum tempo, depois novamente o medo me invadiu e tampei a cabeça. Depois de algum tempo a descobri e lá estava o mesmo objeto em sua evolução para de repente desaparecer do meu campo visual. Pensando que voltaria outra vez, chamei por minhas irmãs e ficamos a observar o céu por algum tempo, porém não o vimos mais. Depois dessa segunda aparição, não tornei a ver qualquer objeto estando em vigília.
Trabalho - Ciência - Pesquisa
Aportei por diversas vezes em uma torre muito alta. Dentro de sua cúpula vários seres trabalhando ativamente com computadores. Tenho a impressão de que daqueles enormes painéis eletrônicos partem todos os comandos daquele mundo estranho. Em seguida fomos para a sala de "Controle da Terra" onde numa tela de proporções gigantescas, apareciam cenas do que se passava aqui na superfície. Suas experiências, suas guerras, suas descobertas, poluições, desmatamentos, o avanço da sua tecnologia e da ciência, enfim, tudo de bom ou ruim que homem constrói à sua volta.
Aproveitando a oportunidade de estarmos conversando e nos movimentando de um lugar para outro perguntei a Rarafath a pedido de alguém da nossa reunião, como ele se apresentava quando vinha me buscar, se em corpo astral ou de que maneira?
- Em nosso mundo já evoluímos bastante e por isso podemos nos transportar para onde quisermos, desaparecendo momentaneamente do nosso ambiente e voltarmos em seguida à forma material. Podemos nos transportar também assim, como vou lhe demonstrar agora*, transpondo barreiras, como paredes blindadas, vidros de qualquer tipo, ou qualquer outro obstáculo.
- Podemos agora estar aqui e aparecermos no mais longíquo lugar.
- Podemos estar visíveis para uns e invisíveis para outros. E assim me apresento, visível para você e invisível para os demais membros que compõem o seu Grupo de Trabalho.
Visitei um enorme laboratório onde trabalhavam várias pessoas com tubos de ensaio do tamanho de uma pessoa e de material transparente como o vidro. Dentro desses tubos acontecem a materialização e desmaterialização.
A operação se realiza do seguinte modo: um deles entra em um tubo, o operador liga os controles e a pessoa desmaterializa-se passando a materializado a outro tubo. Tudo isso num abrir e fechar de olhos. O Mentor explicou-me que esse sistema é utilizado nos terrestres que para lá são levados.
As pessoas que passam por este processo, além da transformação de sua forma humana em seres de forma e aparência igual a deles, dá-se também uma evolução moral e intelectual de muitos anos à frente do seu estado anterior. Era como nascer de novo em outra dimensão, num mundo muito mais avançado em ciência, moral e tecnologia.**
Deve ser por este motivo que nunca em minhas andanças por lá, tenha visto algum ser humano como nós, naturalmente se passaram a viver ali definitivamente foram submetidos ao citado processo. Todos são tão parecidos que lembram cópias xerox.
Na viagem do dia 10 de agosto seguimos o caminho de costume, dirigindo-nos para altas montanhas e sob a base de uma delas entramos por um túnel. Chegando na cidade, fomos a um local muito parecido com um observatório.
Entramos em um anfiteatro, sentamo-nos e pusemo-nos a observar cientistas que mais abaixo lidavam com aparelhos computadorizados. À frente deles havia uma tela côncava de aproximadamente 180º, que passou a refletir o que agora procuro narrar.
Primeiramente apareceu todo o sistema solar e diga-se de passagem, leitor amigo, que o que vi é difícil, muito difícil, quase impossível de ser descrito, de tão lindo e transcendental.
No centro o sol com toda sua força, luz e calor, surgiram depois os demais planetas em tamanhos e cores diferentes sobre um fundo de azul puro. Logo após, aparecia outro quadro, já em fundo escuro e mostrando outros sistemas solares e galáxias inteiras.
Mostraram-nos então toda a tela, com uma beleza indescritível, como uma caixa de veludo negro que se abria deixando ver brilhantes e mais brilhantes cintilando lá dentro. Era o Cosmos em toda sua imensidão infinita, com a grandiosidade que só o Soberano de Todo o Universo pode criar.
Desfeito esse quadro, voltaram a mostrar-nos novamente o fundo azul com a Terra aproximando-se lentamente e ocupando toda a tela. Via-se então a camada atmosférica coberta de nuvens brancas. A imagem aproxima-se mais, vê-se a divisão das águas e dos continentes cada vez mais perto, até identificarmos um ponto focalizado na América do Norte. O ponto era o Pentágono. Vimos oficiais uniformizados, com suas pastas, uns entrando, outros saindo. Logo a seguir apareceu somente a fachada da Casa Branca e depois a do Capitólio. Como num filme, foram surgindo lentamente diversos lugares do Planeta.
Na Rússia apareceu o Kremlin. Dali pulamos para a China e Japão com seus templos e pagodes. A seguir fomos ao Irã com suas guerras. Daquela parte do Globo voltamos a nos distanciar outra vez fazendo um retrocesso. As cores e as formas eram tão intensas que nos davam a impressão de estarmos apreciando ao vivo, "in loco".
Como tudo aquilo era lindo e grandioso!... Agradeço ao Pai por estes instantes de raras belezas que me foi dado admirar e prosternar-me espiritualmente diante do poder e da glória do Grande Arquiteto do Universo!
Nessa imensidão da atmosfera descortinei, também, uma nave espacial nossa fazendo sua viagem e satélites seguindo suas órbitas.
Na ocasião Rarafath me disse que este é um trabalho feito ininterruptamente com muito cuidado e exatidão. Que eles procuram ajudar e suavizar no que é possível a agressão do homem à Terra para proteção nossa e deles, pois com tantos testes nucleares o solo, o ar e o mar ficam poluídos e esta contaminação pode acabar por prejudicá-los, já que eles também fazem parte deste mesmo Planeta.
* Nota:
Sua demonstração consistiu em passar através de uma parede, como se ali não existisse obstáculo à sua frente e depois retornou. Na falta do termo apropriado diria que suas células se desintegraram, ultrapassaram a barreira e se integraram outra vez formando o seu corpo tangível.
** Nota:
Queremos esclarecer que nem todos os terrestres serão acolhidos por esses irmãos passarão pelo citado processo de evolução. Somente aquelas pessoas espiritualmente evoluídas que aqui se encontram encarnadas com a finalidade de executarem uma específica tarefa, ao serem arrebatadas passarão pelo processo descrito, pois a justiça divina não distribui favores e nem oferece privilégios a quem quer que seja. "A cada um será dado segundo suas obras e merecimentos". Palavras do Mestre Jesus. Esta é a Lei.