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A Dor

30/04/2007

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Boa noite a todos!

 Em primeiro lugar gostaríamos de pedir as nossas desculpas por que ainda trazemos um forte sotaque do idioma de minha nacionalidade, portanto muitas vezes tenho certa dificuldade de falar perfeitamente o português.

Gostaria nesse momento de agradecer a vocês pela acolhida que me deram e por essa maravilhosa oportunidade, lembrando que somente uma Casa como esta, que me traz belíssimas recordações, poderia proporcionar-me tanta alegria de dirigir-lhes palavras que, verdadeiramente, não são somente minhas mas, também daqueles que me inspiram e que vocês conhecem, porque aqui estão em aprendizado da doutrina espírita, aprofundando seus conhecimentos dentro da verdade espiritual.

Esta noite falaremos um pouco sobre o sofrimento, porque o sofrimento é a situação mágica que trouxe a esta Casa muitos que aqui se encontram e outros que por aqui passaram.

Muitos terão medo do sofrimento porque a dor lhe incomoda, machuca, mas, normalmente, não tomam conhecimento dos benefícios que ela traz.

Precisamos encarar e entender o processo do sofrimento para não opormos resistência a Sabedoria do Alto quando Ela nos envia como auxilio ao nosso progresso, essa companheira que nos eleva e nos impulsiona para cima, considerando o desenvolvimento espiritual.

Como vocês têm aprendido nesta Casa e através da leitura de algumas obras espiritualistas e não somente as espíritas, antes de reencarnarem as pessoas são conscientes do planejamento que se faz no plano espiritual, com o propósito de ajudarem os encarnados na Terra.

Esse planejamento, vamos exemplificá-lo como se fosse uma linha, um caminho de luz onde deveríamos seguir, mas que, dificilmente, por diversos fatores, não conseguimos adentrá-lo e percorrê-lo perfeitamente. As vezes caminhamos paralelamente a esse trajeto programado, outras vezes, em perpendicular distanciando-nos cada vez mais daquilo que planejamos e por isso sofremos graves e grandes surpresas quando do nosso retorno ao plano espiritual.

Mas a Misericórdia Divina encontra meios de propiciar as criaturas as condições que lhes permitam pelo menos, aproximarem-se desse plano programado previamente, e uma delas, talvez a mais importante, seja a dor.

Quando nos comprometemos em situações que nos colocam em desvantagem em relação a esse caminho, surge uma força que nos empurra em direção ao que foi planejado, e, muitas vezes, não reconhecemos a importância de tudo isso e costumamos fazer força contrária a essa situação, a essa dor.

Quanto mais resistência opusermos, mais essa dor aumentará porque, se você permite que algo o pressione numa direção e não faz força contrária você vai e encontra o caminho.

 Isso se apresenta na vida de todos os encarnados, pois sempre que sentirem a presença dos momentos de sofrimento, precisam entender o que eles estão a dizer, que existem na trajetória de vida algo a ser revisto e ser repensado.

Sempre, no decorrer desses processos, nós reclamamos e nos rebelamos contra esses momentos de dor. Então, estamos fazendo força contrária não permitindo que a maravilha da natureza atue em nosso favor; estamos, inconscientemente, impedido-nos que recebamos a Misericórdia do Pai, apontando-nos a direção correta.

Mais uma vez repito: se estou a falar nesse instante sobre a dor é porque muitos de vocês já passaram, estão a passar, ou brevemente passarão por momentos de sofrimentos, porque não existe encarnado neste planeta que não passe ou não tenha passado por esses momentos.

 A vida nos diz que aquele que suporta resignadamente a dor, que sofre e se espelha no resultado da dor observando o processo na sua vida e na vida daqueles que estão próximos, há de entender a real razão pela qual estou a falar neste momento desta situação.

Não tenho mais tempo para alongar-me no assunto porque me chamam outras atividades no plano espiritual; mas também devo lembrar que estou nessa noite comunicando-me com vocês, devido ao convite da irmã presidente, que tenho grande consideração pelas oportunidades que já me deu nesta Casa, por um período de tempo que aqui trabalhei. Não sei com certeza, em que outra oportunidade poderei encontrar-me com vocês novamente, o que seria para essa Lolita, um grande prazer. Mas, como já disse, estou apenas atendendo o pedido de nossa irmã presidente e retorno aos meus trabalhos, em outra região que não esta.

Desejo a todos aqui presentes a felicidade que os seres humanos almejam. Que a paz envolva a todos desta Casa e aqueles que aqui se encontram.

 Neste instante, estou a ver, envolvendo vocês, muita luz e uma vibração de conforto espiritual.

Agradeço e desejo que estejam sempre conosco dando esta maravilhosa contribuição a Casa.

 Que o Pai Bondoso, Misericordioso, Infinito de Amor, os abrace carinhosamente, e lhes dê a Paz que o Mundo pode oferecer.

Obrigada, obrigada a todos. Boa noite, boa noite!

 

Lolita

(Grande amiga do GESJ)

Mensagem psicofônica, pronunciada em espanhol, recebida em Reunião Pública em 12/04/2007 – Vitória, ES – Brasil




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